19/12/2014

BEST & WORST OF 2014 {POSTS}



Já sabem, né. É a lista do melhor de 2014, agora em relação aos posts que mais gostei deste ano. São 5 portugueses e 5 estrangeiros. Tinha muito mais, mas como na vida, tem que se fazer escolhas. Estas são as minhas:


Factos de Treino. Sobre a Jessica Athayde ser "gorda" muito se escreveu. Mas para mim ninguém escreveu melhor sobre o assunto do que o Factos de Treino. Uma análise simples mas au point. Curta e grossa. Grossa como a Jessica Athayde. Ver post aqui.


Pedagogia do Terror. Nunca vi um post de culinária tão bom como este. Instruções passo a passo. E tudo porque não tinha pão para o lanche dos filhos. Ver post aqui.


O Bom Sacana. Um dos melhores posts que li esta ano veio do Pulha Garcia. Talvez porque me identifiquei como sendo metade de um casal de sucesso improvável. Ninguém acreditava que a minha relação passasse das duas semanas. Ela era a menina bonita que não servia para casar. Eu era o idiota que estava a dar um tiro no pé. Toda a gente assistia ao espectáculo da plateia. Muitos apupavam. Poucos aplaudiam. But enough about me. Diz ele "Quem não é capaz de viver sem relevar todas as opiniões de terceiros não tem qualquer probabilidade de ser pessoa adulta feliz (...) Tão simples e tão falível". Como ele, também sou dos que torço pela Clarice e o Hannibal. Ver post aqui.


If a Poet Is Anybody. Duas amigas. Melhores amigas. Unha e carne. Uma morre. Outra vive. 15 anos depois uma carta. Tão simples e tão boa de tão simples que é. E uma frase que nunca mais esqueci: "Há uma parte de mim que ficará para sempre lá para ficar sempre contigo". Este post é de 2013. Mas gosto tanto que o meti aqui. Ver post aqui.


Menino De Sua Mãe. Pode não ser a lista definitiva para o sucesso de um homem numa relação. Mas porra que anda lá perto, lá isso anda. Um bom post sobre o que dar a uma mulher. Ver post aqui. [Este é mais ou menos um 2 em 1, portanto se a dúvida é para que é que uma mulher quer um homem, as várias hipóteses num post mais antigo mas igualmente bom aqui. Vou já avisando que a linguagem não é para meninos nem para meninas]


Baby Sideburns. Deixem-me só explicar uma coisa. Esta gaja é a maior. 'Tá explicado. Ver post aqui.


Humans Of New York. Este blog/site é dos meus preferidos de sempre. Estou lá sempre batido. E este foi um dos meus posts preferidos do ano. Epá não sei. Foi. Ver post aqui.


Kimbah Anne. Sigo a Kimbah há algum tempo. É uma mãe de 2. O filho foi diagnosticado com autismo. E este post é nada mais nada menos do que o desabafo de uma mãe às vezes perdida e às escuras. Às escuras porque viu a luz apagar no filho e a única coisa que ela quer é acendê-la. Adoro esta mãe pela força e pela vulnerabilidade que ela emana. Este post foi dos que mais me tocou este ano. Ver post aqui.


The Bloggess. É assim, este post leva algum tempo a ler. Primeiro porque é preciso saber inglês e perceber expressões idomáticas. Depois porque é preciso parar de vez em quando para limpar as lágrimas de rir. Eu sinceramente leio estes posts e penso "f#$a-se, há gente com vidas interessantes comó caraças". Foi dos que mais me fizeram rir este ano. Já agora, o blog desta menina é brilhante. Ver o post aqui.


Korduroy. Este post foi escrito pelo Tim Baker mas publicado no blog Korduroy, um blog que sigo há algum tempo e que já aqui falei nele. O post é de um pai que está a ensinar os filhos a surfarem. E o dilema sobre o "empurrar" os filhos para as ondas. Um dilema com o qual eu próprio me debato e por isso gostei tanto deste post. Ver post aqui.


Experimentem estes posts que não dói nada.


18/12/2014

BEST & WORST OF 2014 {MÚSICA}

É aquela altura do ano outra vez. Listas do melhor e do pior por tudo o que é sítio. Não sou de me focar no pior, por isso vou só falar do melhor. E começo com música, coisa que adoro e faz parte da nossa vida nesta casa. 2014 foi um ano fraco para mim. Ainda assim, houve algumas coisas que gostei bastante. Outras fui repescar a 2013. Porque apesar de serem de 2013, ouvia-as muitas vezes em 2014. Ficam as 10 mais do ano + 1 música de Natal.


Willis Earl Beal. Este é dos que apareceu em 2013 mas ouvi-o até cansar em 2014. Este é um dos tipos de música que mais gosto. Especialmente esta. O gajo era sem-abrigo. Até que arranjou emprego como segurança noturno. Começou a gravar CD's com o dinheiro que fazia e espalhava-os juntamente com flyers pela cidade. Até que foi descoberto. Deu nisto. Do melhor. Conta também com a Cat Power na voz feminina.




Best Coast. Esta banda é das que mais gosto nos últimos anos. Esta música também é de 2013 mas também a ouvi em repeat em 2014. É uma música simples mas porra, como é boa. Além disso tem skateboarding no video.




J. Cole. Este gajo está farto de ganhar prémios. Não gosto de tudo o que ele faz, mas esta música é muito boa. Das minhas favoritas de 2014. Conta com a participação da Amber Coffman e dos Cults, outra banda que adoro. Este video conta uma história, por isso entertenham-se.




The National. Conheci esta banda com o falecido António Sérgio há já alguns anos. Gosto muito deles e em 2014 saíram-se com esta música. E saíram-se muito bem. É uma música que fala por si.




Night Terrors of 1927. Esta banda conhecia-a este ano. Esta música ouvia-a vezes sem conta. Tem a participação da Tegan & Sara que também adoro e ouço há muito tempo. O video está muito bom e vai passando a letra toda em vários sítios das imagens. Tens o coração partido como o meu filho que perdeu a namoradita que foi viver para outro país? Então esta é para ti.




Jack White. Este gajo tinha que estar aqui só porque é o Jack White. A música que lançou este ano não é tão boa como a de outros anos, na minha opinião. Mas porra, é o Jack White. Estamos a brincar?




Jessie Ware. Quando me quero armar em romântico ou quando consigo pôr o meu filho a passar o fim-de-semana com a avó, sai esta música. Mentira. Quando isso acontece, nem perco tempo a pôr música. Mas esta seria uma boa escolha. Esta menina lançou um dos melhores albums deste ano. Ponto final. E esta música é das minhas preferidas.




Bruce Springsteen. É o Boss, porra. Mas há dúvidas?




Sleigh Bells. Esta é do ano passado mas ouvia-a comó caraças em 2014. Para quem tem ódios de estimação.




Panama. Esta banda australiana foi das que mais gostei em 2013 e que continuo a ouvir por 2014 adentro. Por isso é que eles aqui estão.




Alicia Keys. Esta miúda fez a música do Natal. Ponto. Paz e amor. Mais nada a dizer.




Nota. Não há música punk apesar de ser um dos meus estilos preferidos. A razão é simples. Ninguém faz punk hoje em dia como faziam os Clash, os Ramones, os Sex Pistols, os Black Flag, os New York Dolls, os Misfits e por aí fora. Em 2014 então, fez-se nada.

17/12/2014

COSPE LÁ PARA O AR, VÁ

Há mais ou menos 5 anos atrás...


Ela_ Bem, viste a birra daquele miúdo na loja?

Eu_ Vimos nós e viu a loja toda. Aliás, acho que o país todo ouviu. Porra que cena.

Ela_ A atirar-se para o chão daquela maneira.

Eu_ Podes crer. No meu tempo eram 2 palmadas no rabo e acabava-se a história.

Ela_ Eu já não digo nada. Um dia que seja mãe sei lá se me calha o mesmo fado.

Eu_ Achas? Nem pensar. Comigo estas cenas não pegam. Miúdos mimados é o que é.

Ela_ Sei lá. Isto a gente nunca sabe. Mas também acho que não aturava uma cena daquelas.

Eu_ Mas é que alguma vez? Isto a culpa é dos paizinhos. Birras daquelas no meio de uma loja. Havia de ser comigo.



No presente...




Nota. Após mergulho para o chão, instala-se numa espécie de posição fetal. Eu sem dizer uma única palavra, saco do telefone e tiro fotografias. Ele, perante o meu silêncio, levanta a cabeça para ver se eu ainda lá estou. Atentem à expressão facial após constatar que eu estava a fotografar em vez de me estar a passar. Se isto não é manipulação e guerra psicológica, então não sei o que é.

15/12/2014

BIRTHDAY GIRL


É uma das pessoas mais fascinantes que conheço. Tem nela uma irreverência e rebeldia contagiantes e ao mesmo tempo uma aura de ingenuidade como só uma sonhadora pode ter. É o que chamo "sweet and spicy". É poética a rir. Sublime a ouvir. Desconcertante a sorrir.

Teve uma infância feliz mas interrompida por dois abalos que lhe testaram a fé. A morte do pai e da melhor amiga. Aos 10 anos teve de criar lógica no meio do que não tem lógica e se rearranjar do que não tem arranjo.

É uma lutadora e tem nela a fibra de muito poucos. Coragem para enfrentar qualquer desafio excepto animais de penas. Tem nela uma determinação capaz de mover paredes. Lutou por ela e pelo filho durante uma gravidez complicada e de risco. Tem uma fé inabalável na amizade, no amor e na vida. Sabe de música. Mas sabe mesmo. Ela a embalar o nosso filho a cantar "o menino d'oiro" do Zeca Afonso é das minhas coisas preferidas. De sempre.

Apaixonada por tattoos, tem no corpo histórias de vida. É leal aos amigos. Intolerante das falsidades. Mergulha de cabeça numa amizade. E às vezes bate com a cabeça devido à falta de profundidade. Já lhe avisei que tem de ver se tem pé antes de mergulhar. Mas o coração gigante fala mais alto e derrete-se facilmente. Faz a melhor açorda de camarão que já comi. E só por isso já valeu a pena casar com ela.

Diz que se tivesse vivido nos anos 60 talvez não tivesse sobrevivido. Sonha com Fiji. Dança Ramones e Maria Rita com o mesmo charme. Veste um vestido da Prada com a mesma pinta que veste uma t-shirt dos Black Sabbath. Ninguém vai de skate comprar um vestido de alta costura como ela. Foi experimentar e comprar o vestido de noiva sozinha. Uma self made woman. Casou de pés na areia. Comigo. E abrimos o casamento a dançar "Little Wing" do Jimi Hendrix. Hoje é minha mulher. Mãe do meu filho. Amiga incondicional nas marés baixas e nas marés altas. Hoje faz anos. Este ano não tenho vídeo. Por isso ficam alguns dos momentos que fazem dela um ícone nesta casa. Happy birthday baby. And happy wishes.






















09/12/2014

RELAX, SÃO SÓ COMPRAS DE NATAL


Este fim-de-semana teve de ser. Um dia no Shopping. Presentes de Natal e mais não sei quê.  Mas desta vez foi toda a gente. Eu, o miúdo e a mulher. Fomos de manhã porque está visto que as pessoas não gostam de acordar cedo. Muito menos a feriados. Mas como eu já tinha levantado os ossos da cama às 7 da manhã para levar o cão a correr e a nadar na praia, não me importei nada de ir cedo ao shopping. Melhor assim. Porque mal cheguei estacionei logo e à porta. Nada daqueles passeios de parque de estacionamento atrás da procissão no -1 à procura do lugar perfeito só porque embirram que não querem estacionar no -2 ou no -3. Estacionamento fácil e aí vamos nós.

A 10 metros da Primark comecei a sentir arrepios e suor frio. O cheiro a borboto já se me adivinhava. Parámos à frente da porta. A minha mulher olhou para mim e sem dizer nada sorriu. Disse "já volto" e desapereceu por entre a multidão. Eu com o meu filho ao colo mal tivemos tempo de nos despedirmos. "Boa sorte e vai com Deus" foram as últimas palavras que lhe dissemos antes de ir. Sinceramente, cheguei a ter dúvidas que voltássemos a vê-la. Mas eu já a vi às compras. Aquilo é o John Rambo das compras. Virámos costas e fomos à nossa vida, eu e o filho.

Lojas de brinquedos, loja de skate, surfshop, loja de legos, volta de comboio, fizemos um bocadinho de tudo. Até que passámos um daqueles espaços de babysitting para os miúdos ficarem e não enlouquecerem junto com os pais nas lojas. Perguntei-lhe se ele queria lá ficar. Disse logo que sim. Pensei "óptimo, fica e eu despacho as minhas compras de Natal". Quando vou deixá-lo, reparo que não tinha a minha carteira. Nem identificação nem dinheiro nem cartão. Nada. E lembro-me que a minha mulher tinha ficado com ela. A minha mulher que estava na Primark.

Olhos virados para o céu, "epá a sério Deus?". Vi-me levado a quebrar a minha jura. Decidi tentar entrar na Primark para encontrar a minha mulher. Eu e o meu filho. Antes disse-lhe "filho, vamos entrar nesta loja. Não quero que largues a mão do pai nem um segundo. Temos que nos manter juntos se quisermos voltar a saír." Não foram precisos mais de 5 minutos para sentir que estávamos a brincar com fogo. Num feriado a 2 semanas do Natal aquilo era outro nível. Estávamos bem fora da nossa liga ali. Incapazes de lidar com a fúria dos borbotos, o meu filho vira-se para mim a implorar "quero saír daqui pai. cheira a pó. esta loja cheira a pó." Ahhhh, tal pai tal filho. Eu disse-lhe, "filho, vamos já saír. O pai só queria encontrar a mãe, mas já vi que isso não vai acontecer. Vamos embora".

Saímos e já cá fora tentei ligar-lhe. O telefone tocava, mas ninguém atendia. Pensei o pior. Mas felizmente devolveu a chamada logo de seguida. Digo eu: "Estive aí... Não, está tudo bem... Preciso da minha carteira e ficaste com ela... Não consigo entrar outra vez... Sai tu por favor... Ok... Eu espero..."

Ficámos ali fora à espera. Eis que vejo a minha mulher a saír. Os olhos dela pareciam os de quem tinha acabado de dar na coca. Estendeu a mão com a carteira na minha direcção e disse com os olhos muita abertos e vidrados "toma... vou voltar... nunca mais faço compras de Natal noutro sítio... acho que vou conseguir comprar tudo hoje..." e foi. Virou costas e voltou a entrar enquanto falava sozinha ainda com cotão agarrado ao cabelo.

Eu, bem, eu larguei a criança lá no espaço de babysitting com um trampolim gigante. Agarrei em mim, sentei-me num sofá, mãos atrás da cabeça. Virei-me para o senhor que estava sentado no sofá ao lado cheio de sacos de compras aos pés e com ar desgraçado e disse-lhe com um sorriso: "Não adora as compras de Natal?"

05/12/2014

NÃO DANCES NÃO


Fui uma vez à Primark. Faz hoje quase 1 ano. Nunca mais esqueci. Ou melhor, nunca mais esqueci que fui, mas não me lembro muito bem do que aconteceu lá. O meu cérebro entrou em complete shutdown. Mas lembro-me bem que quando saí de lá disse à minha mulher que nunca mais lá entrava.

Mas quis o destino que não fosse bem assim. Então há cerca de uns meses, voltei lá. Fui ao engano. A minha mulher disse-me, "ah e tal, tiveste azar com a hora e o dia da outra vez. Experimenta lá ir a uma hora em que as pessoas estão a trabalhar. Vais ver que está tranquilo". Fui. Acreditei nela. Acreditei mal. Eram 11h00. Saí de lá às 12h00. Tudo para comprar um fato do Spider Man que o meu filho embirrou que queria. Estava esgotado. Ainda assim demorei quase 1 hora lá dentro. Não sei o que se passa com aquele sítio. Mas para mim entrar lá é como ser largado em plena Amazónia sem GPS e sem nada. Jurei daquela vez que nunca mais.

Quis o destino que não fosse assim outra vez.
Quis o destino que o meu filho tivesse que dançar uma música nesta próxima festa de natal da escola. Quis o destino que para isso, tem que ter um chapéu à Gene Kelly. Quis o destino que a única loja que tem um chapéu desses na península ibérica é... Primark.

Agora... disseram-me que era preciso o chapéu faz hoje 3 semanas. E disseram-me que na Primark havia. Eu tentei de tudo para não lá ir. Fui a dezenas de outras lojas. Procurei no Porto e em Lisboa. Em Sintra e em Cascais. Tentei encomendar pela Amazon. Eu estava disposto a gastar 30€ num chapéu que a Primark vende por 4€. Mas o dia D chegou. E eu sem chapéu.

Quis o destino que eu voltasse a pôr os pés na Primark.
Tentei planear isto de forma estratégica. Pensei "vou escolher uma Primark mais afastada. Uma que não dê para ir de transportes públicos. Elimino logo a percentagem de pessoas que não usam carro." Depois pensei "agora vou escolher uma hora em que as pessoas ou estão a trabalhar ou a caminho do trabalho no meio do trânsito. Assim elimino logo a percentagem de pessoas que trabalham." A minha concorrência seriam apenas as pessoas desempregadas ou de férias com carro. Sou genial pensei eu. E fui. Determinado a trazer o chapéu.

Quis o destino que a quantidade de gente desempregada ou de férias com carro é impressionante. F#$a-se, mas porquê?! Bom, é cerrar os punhos e entrar.

Entrei. Passados 5 minutos estava perdido. Não conseguia encontrar a secção de criança. Até que vi uma senhora com um carrinho de criança e seguia-a. Como quando um gajo vai atrás da ambulância que abre caminho no meio dos engarrafamentos. Lá cheguei à secção. E lá estava o chapéu. Agarrei nele e pus-me a correr por entre roupa e cabides que nunca mais acabavam. E lá encontrei as caixas para pagar. Uma fila, mas uma senhora fila. Porra. "Deus, por favor, ajuda-me, só mais esta vez" pedi eu de olhos postos no céu. Mas Deus tinha outros planos para mim. Depois de 10 minutos na fila e quando faltavam 2 pessoas para chegar a minha vez, olho para o chapéu e reparo que não tem etiqueta. Começo a tremer e a revirar o chapéu à procura de uma merda de um código de barras. Nada. Só instruções de lavagem. Olho para cima, para o céu, "Really Deus? Really?".

As cenas que se seguiram são tão tristes que não vou falar nelas. Só quero esquecer. Como tive de sair da fila e voltar lá à secção de criança que já nem me lembrava onde era outra vez. Como aquele chapéu era o único sem etiqueta e claro que foi o que tive de agarrar. Como tive de voltar a meter-me na fila para pagar que estava maior ainda do que da última vez. Como me perdi e não dava com a saída e só via os olhos tresloucados das pessoas que vagueavam por entre cabides a bater contra tudo e todos. Só quero esquecer.

Mas saí da loja com o chapéu à Gene Kelly de 4€. Sentei-me num banquinho a descansar. E a jurar com todas as forças que nunca mais. E juro, se o meu filho não arrasar na festa de natal e dançar como o Justin Timberlake com a porcaria do chapéu, vou viver para o meio de uma selva no Camboja como o Marlon Brando no Apocalypse Now.

03/12/2014

"LET'S START WITH A GOOD DAD"

Em relação ao último post, e depois de estar todo o dia a reflectir sobre a resposta a dar ao meu filho, encontrei a solução.

Vou oferecer um piano ao meu filho e ensinar-lhe a cantar esta música a quem lhe quiser bater.



Peace.