10/12/2013

COMO TER UM FILHO EM 3 PASSOS DIFÍCEIS. PASSO 3: O PARTO E O RESTO


O parto. Ah, o parto. Hoje em dia é um evento familiar. Mãe a soprar e a fazer força enquanto agarra a mão do pai. Pai de bata hospitalar a tentar filmar o acontecimento sem desmaiar. Equipa médica concentrada mas de sorriso a ajudar o mais novo a vir cá pra fora da melhor maneira possível. Sai o bebé e colinho da mãe com ele, ainda cheio de nhanha e tudo. Mãe de lágrimas nos olhos com a sua cria deitada no peito. Pai pálido filma o momento. Ah, o parto. Nos filmes é assim. Mas sabemos bem que na vida real não rola bem desta maneira. O nosso filme então foi bem bem diferente. O que nos leva para o 3º e último passo de como ter um filho em 3 passos difíceis. O nosso filme rolou assim:

Passo 3: O parto e o resto.

Arranquei logo que recebi a chamada da minha mulher a dizer que se estava a esvair em sangue, que a equipa médica não conseguia parar a hemorragia e que tinham de tirar o meu filho já. Para salvar a sua vida e a da mãe. Estava ela com 7 meses de gravidez. 32 semanas para ser mais exato.
Estacionei no primeiro lugar que me apareceu. E caguei para o ticket de estacionamento. Não tinha tempo para a EMEL. Entro na MAC e pergunto por ela. Olho para a cama onde ela costumava estar e estava vazia. Já sem lençóis e sem nada. Uma auxiliar entrega-me dois sacos pretos enormes cheios com os pertences da vida dela na MAC. Telemóvel, roupa interior, pijamas, laptop, DVDs, garrafa de água, diário, agenda, auricular, carregadores, fotografias. Todo o "mobiliário" dos últimos meses. A auxiliar leva-me até à porta do bloco operatório onde o milagre estava a acontecer. E ali fico. À porta, sozinho, sentado, com 2 sacos pretos enormes. Ninguém mais estava lá. Só eu. E o meu coração a bater na garganta.

Até que sai uma médica pela porta. Não tinha mais de 35 anos. Ou então estava muita bem conservada. Pára e olha para mim. Tira a máscara e aproxima-se com cara séria. Eu levanto-me e ela pergunta-me "é o pai?". Eu respondo que sim, sou. Ela sem nunca tirar a poker face estica-me a mão e diz "parabéns, tem ali um belo rapaz". Confesso que me caíram as lágrimas. Ela diz-me "só um bocadinho que a enfermeira já fala consigo". E foi-se. Passado 1 minuto, saíram pela porta os restantes médicos. Eram uns 3 ou 4. Já não me lembro bem. Todos eles passaram, deram os parabéns sem parar e seguiram pelo corredor na conversa. Eu e os meus sacos ficámos ali à espera em pé, olhos fixados na porta. Ao que sai uma enfermeira com um bebé nos braços. Chega ao pé de mim e conheço o meu filho pela primeira vez. De todos os momentos mais emocionais que tive na vida, este foi sem dúvida o mais emocional. "É o seu menino" diz ela. "Parabéns pai. Correu tudo bem. Nasceu com Apgar 9, pai". Enquanto ela falava eu não tirava os olhos dele. Queria abraçá-lo mas não podia. Eu tinha acabado de vir da rua, não estava desinfetado e ele estava fragilizado com as suas 32 semanas de vida e 1,9 kg de peso. Mas os meus olhos e a minha alma abraçavam-no e não o largavam. Era tão parecido comigo que fazia impressão. Só que com menos cabelo e sem barba. Lembro-me que tive uma sensação incrível, como se me estivesse a ver a mim próprio quando nasci. Uma espécie de déjà vu. Diz a enfermeira "peço desculpa pai, mas tenho de o levar já para os cuidados intermédios. Depois pode lá ir ter para vê-lo. A sua mulher está a recuperar da anestesia e já a pode ver daqui a um pouco. Aguarde só um pouco". E seguiu com o meu filho pelo corredor a caminho da Unidade de Cuidados Intermédios. Fico ali. Os sacos e eu com lágrimas nos olhos. Ao que passados uns 5 minutos aparece uma enfermeira à porta com a minha mulher deitada numa maca. Vou direito a ela, dou-lhe um beijo e digo-lhe que a amo. Que é a mulher mais corajosa que conheço. E que correu tudo bem e que já vi o nosso filho. Ela ainda com a moca da anestesia geral, pergunta-me onde ele está. Eu explico-lhe que foi para a UC Intermédios mas que está tudo bem. Ela pergunta-me se ele é bonito. Eu digo-lhe que é de certa forma parecido comigo. Ela grita "O MEU FILHO É LINDO" a chorar e ainda drogada. A enfermeira interrompe dizendo que a tem de a levar para a sala de recuperação, que ela ainda está muito fraca. Tinha perdido muito sangue e ainda estava a sair do efeito da anestesia geral. E enquanto a enfermeira empurra a maca pelo corredor fora vou ouvindo a minha mulher a gritar pelo hospital "O MEU FILHO É LINDO". Já tinha virado a esquina no fundo do corredor e eu ainda a ouvia. Foi das cenas mais lindas e hilariantes que vi na minha vida.

Vou a correr com os sacos atrás, direto para a UC Intermédios. Quando chego lá, já o meu filho estava na incubadora. Tubo no nariz, a dormir de barriga para baixo. E tirei-lhe a primeira foto. Fico ali. Apaixonado a olhar para ele. Cara grudada no vidro da incubadora como os putos fazem quando vão ao Oceanário.

Nota. As primeiras fotos na Unidade de Cuidados Intermédios




Entretanto a minha mulher recuperava da cirurgia e da anestesia geral. Tinha perdida muito sangue e portanto estava muito fraca. Só 6 horas depois é que teve autorização para ser levada de cadeira de rodas para ver o nosso filho pela 1ª vez. 6 horas depois ainda não tinha conhecido o filho. Lá foi ela no seu primeiro date com o Santiago. Não posso sequer imaginar o que sentia a caminho dos cuidados intermédios nem o que sentiu quando o viu pela primeira vez, sem poder agarrá-lo ou abraçá-lo. Ela já me tentou explicar. Mas faltam-lhe as palavras. Porque acho que não devem ter sido ainda inventadas. A meio da visita desmaiou. Estava ainda muito fraca. E foi levada de volta para a sala de recobro. No dia seguinte chego à MAC, bom dia e tal e vou direto à UC Intermédios. Chego lá e peço para ver o meu filho. A auxiliar vai à incubadora do meu filho e diz que ele já não está lá. Que tinha sido transferido para a UCI (Unidade de Cuidados Intensivos). Foi um soco no estômago. Perguntei o que se tinha passado. Ele diz que a médica já fala comigo. Então parece que os pulmões ainda estavam pouco maduros e não conseguia manter a respiração sem ajuda. Além disso, o peso dele tinha descido substancialmente porque ele não comia. Fui vê-lo à UCI. A UCI da MAC é incrível. Moderna e com uma apertada vigilância e monitorização 24 horas por dia. E lá estava ele. Todo entubado. Atado para não se mexer. Máscara de oxigénio na cara. Tubos no nariz e na boca. Sensores colados por todo o corpo. Agulhas espetadas nos braços minúsculos. Alimentado por um tubo pelo umbigo. Ainda hoje o meu coração aperta cada vez que me lembro do meu filho tão pequeno assim naquele estado. E eu sem poder fazer nada. O sentimento de impotência é avassalador. É contranatura. Então para colmatar a minha impotência, enchi o peito de fé, esperança e amor. E era o que eu lhe trazia todos os dias. Todos os dias lhe falava e dizia que tinha muito orgulho nele. Que ele era a pessoa mais corajosa do mundo. Que era o mais forte. E que eu e a mãe estaríamos sempre lá para ele. Tudo isto ao som dos beep-beep do monitores e do swoosh-swoosh do ventilador que lhe dava o oxigénio para ele respirar. Odiava aqueles sons. Ainda hoje quando os ouço só me lembro disso. Eu tornei-me especialista em ler valores nos monitores. Sentava-me lá ao lado e ficava a olhar ora para ele ora para os valores do monitor. Cada vez que os valores de O2 passavam abaixo de determinado limite que para mim era razoável, lá estava eu a chamar a médica. Fiz marcação cerrada à puta daquela máquina. E assim formam os dias seguintes.

Nota. Fotos da estadia nos UCI





Passados uns dias a minha mulher teve alta. Finalmente. Depois de semanas a fio internada podia sair. Quando entrou era verão. Fazia calor. E agora que ia sair, já o frio apertava. Mas ela pouco saboreou a saída. Porque o nosso filho ia ter de ficar. E já é difícil imaginar o que será para uma mãe ter um filho, completamente anestesiada, sem assitir a nada, ficar sem ele sem nunca o ter visto depois de ele ter nascido durante 6 horas. O difícil que será ficar acamada num quarto rodeada de mães com os seus filhos recém-nascidos ao colo e ela ali sozinha com o filho enfiado numa incubadora enrolado em tubos na UCI. Mas ter de sair daquele hospital e deixá-lo ali.... Voltar para casa sozinha comigo sem o nosso filho. Foi tremendo. Nunca vou esquecer os olhos dela enquanto voltávamos para casa. Há pouco tempo vi um video de um caso mais ou menos idêntico ao nosso, e há uma parte em que o marido filma os olhos da mulher quando voltam para casa sem o filho. E eu revi aquela cena exatamente.

E a nossa rotina continuava. Casa-MAC-casa. Tirei os dias a que tinha direito e passava os dias lá com minha mulher. Entretanto ele começa a melhorar. Começa a ganhar cada vez mais força e peso. E é finalmente transferido novamente para a UC Intermédios. E aqui fica durante mais alguns dias.

Nota. As fotos do regresso à Unidade de Cuidados Intermédios.




Passados alguns dias, ele é transferido para o Berçário. Acabou-se a incubadora. Acabaram-se os tubos, máquinas e monitores. Já tinha ganho peso e força suficientes para estar finalmente com os outros bebés. Antes ainda vi uma enfermeira tentar lhe tirar sangue para análises. Mas não encontrava a veia. Espetou-o em 4 sítios diferentes nos braços sem sucesso. Teve de lhe tirar o sangue pelo pé. Cada vez que ela espetava a agulha o meu coração rasgava. Mas estes putos são qualquer coisa de extraordinário. Incrível a resiliência e força deles. São mesmo uma força da natureza.

Agora já no Berçário as rotinas eram outras. Banhos já eram dados pela mãe (eu não dava porque adorava ver  a felicidade e amor estampados no rosto da minha mulher ao lavar o filho num recepiente do tamanho de um tupperware). O leite também já era dado pela mãe. Aconchego e colo. Palmadinha nas costas para o arroto da praxe. Tudo a que tinha direito. E assim foi até dia 15 de novembro. 20 dias depois de ter nascido. Conseguiu chegar ao peso mínimo aceitável para ter alta e foi o 1º dia que o levámos para nossa casa. O entusiasmo de levarmos a mala com a primeira roupinha que ele ia usar é difícil de pôr em palavras. Nunca vou esquecer a cara da minha mulher a fazer-lhe a mala. Foi um dos dias mais felizes das nossas vidas. Estava um frio de rachar lembro-me. Mas o calor que trazíamos no nosso peito era suficiente para aquecer toda a Lisboa.

E assim se fez um filho em 3 passos difíceis. Foi uma aventura do caraças. Um carrocel de emoções. Uma monumental tareia emocional. Podia ter sido muito pior é certo. E todos os dias agradeço a sorte e felicidade de ter corrido como correu. Todos os dias sinto-me abençoado. E sei que Deus esteve do nosso lado. A cada passo. Se podia ter sido mais fácil? Podia. Mas não era a mesma coisa.

E agora que estive a relembrar e a recontar toda esta história, quero agradecer:
  • a toda a equipa da MAC (médicos, enfermeiros, auxiliares e seguranças) que foram a nossa família durante aqueles meses. Aos médicos e enfermeiros por nunca terem desistido de nós nem de ninguém que lá estava.
  • às mães que lá estavam pelo apoio mútuo e pela partilha de fé, esperança, amor e histórias.
  • à minha mulher por ser a mulher mais corajosa, determinada e forte do mundo. És a melhor mãe do mundo e uma mulher do caraças. E ainda diz que passaria por tudo outra vez.
  • e ao meu filho, por nunca ter desistido, pela resiliência, pela força, por me ter ensinado o que é lutar pela vida sem nunca baixar os braços. Acho que ainda não tens bem noção, mas és o meu herói.


Só mais uma palavra à EMEL, pela multa que me deram à frente da MAC e que mesmo depois de eu ter explicado toda a situação, mostraram inflexibilidade e intransigência: ide para a puta que vos pariu. Não paguei a multa nem pago, que a esta hora já prescreveu.

25 comentários:

  1. ☺ dizer o quê, depois deste passo 3...? Estou com um aperto na garganta, mas entretanto passa ☺ felizmente tudo correu bem e assim continua, certo?
    Não sei se existe alguma razão para tal, mas tenho conhecimento de diversas gravidezes que tiveram assim esse desfecho menos feliz, no que toca à experiência do parto e dos dias seguintes ao nascimento. É pena (palavra pequena para a situação), que tal aconteça numa altura que deveria ser de felicidade plena...
    Arriscaria dizer que o dia 15 de Novembro foi um novo "nascimento" do Santiago ☺
    Felicidades a todos ☺
    E agora é ir ao segundo!! eheheheh

    ResponderEliminar
  2. Parabéns. Muitas felicidades e que o Santiago cresça forte e saudável.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  3. E fiquei de lágrimas nos olhos a fazer uma força incrível para que elas não rolassem pela cara abaixo. Quando se é mãe a lágrima anda sempre no canto do olho, mas a vossa história é linda, forte, emocionante e corajosa.. muito corajosa.

    Obrigado pela partilha do momento.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) obrigado. a minha mulher e o meu filho foram do mais corajoso que há.

      Eliminar
  4. Como o entendo. O parto do meu filhote também foi horrível. Tanto eu como ele estivemos muito mal... A cesariana foi feita no último momento...
    O meu filho foi transferido para Coimbra e eu fiquei internada no Barreiro. O meu marido esteve sempre na cabeceira dele e eu só o conheci uma semana depois... Não consigo descrever o que senti quando o conheci... É qualquer coisa de indiscritível!
    Felizmente hoje estamos os dois bem mas temos sempre uma faca em cima da cabeça...
    É o meu grande herói

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ainda bem que estão bem. e é isso mesmo, são grandes heróis. :)

      Eliminar
  5. Chorei imenso ao ler o seu testemunho. E uma das coisas que mais me comoveu foi ter conhecimento de um relato tão sensível e tão intenso feito pelo pai. Claro que toda a situação deve ter sido muito difícil, sei que nem consigo imaginar mas como mãe que passou pelo 1º passo difícil sei que o apoio incondicional do pai é fundamental. Eu e o meu ex-marido tivemos 3 anos em consultas de infertilidade. Finalmente "conseguimos" engravidar e sofri um aborto espontâneo às 10 semanas em pleno México. Passado algum tempo consegui voltar a engravidar. Passados nove meses nasceu a minha linda filha sem qualquer complicação.
    Mas aos 6 meses de idade, ela teve de ser sujeita a uma cirurgia de correcção muito complicada que nos levou de malas e bagagens para o Hospital Pediátrico de Coimbra. Isso é que foi muito complicado e apesar do pai ter estado sempre presente, senti a falta do apoio incondicional, da empatia para com o meu sofrimento e com a minha dor. A falta de atenção aos mais pequenos pormenores, à mínima evolução...tudo isso fez imensa falta!!!! Levei a minha filha até ao bloco operatório pelas 8,30h da manhã para ser submetida a uma cirurgia que iria durar até perto das 18h. Iriam abrir a cabecinha dela, retirar os ossos, voltar a moldá-los, prendê-los com arames, voltar a colocá-los e fechar a cabecinha. E com apenas 6 meses...
    Enfim, correu tudo bem, ela recuperou lindamente, hoje tem 8 anos, é uma criança muito feliz e melhor aluna da turma. Enfim, a minha maior heroína, sem dúvida!!! E meu maior orgulho. Sempre disse, desde essa altura, que a minha filha tem créditos em termos de saúde e que nunca mais irá adoecer :) Mas a verdade é que é imensamente saudável!!!!!
    Mas o casamento começou a acabar nessa altura porque não consegui aceitar que o pai da minha filha não era assim como você, sensível e desprovido dos seus próprios interesses. Por isso, comovi-me imenso com o seu testemunho e gostava de lhe dar os parabéns a si e à sua esposa, pois deve ser muito feliz com a escolha que fez. Tudo de bom para toda a família.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. o que posso dizer senão um sentido obrigado pelas palavras e partilha de história de vida. muitas felicidades e sorte.

      Eliminar
  6. De lágrimas nos olhos... lindo texto, consegue sentir-se uma carga tão grande sentimentos que arrepia, pelo menos eu que , sou mãe, senti. Obrigada pela partilha, comecei a lê-lo hoje e estou a gostar muito. Parabéns pelo filhote lindo.
    Ana
    http://etudoosermaemudou.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  7. não o conheço... mas escreve nas horas... escreve mesmo com amor!!! como referiu num post que li anterior. as lágrimas escorreram fase a esta história que é a Vossa "estória". Que sejam felizes! e continue a escrever que vou passar a seguir sempre! bem haja

    ResponderEliminar
  8. Parabéns pelo Santiago,o meu André nasceu no dia 23 de Dezembro...e a minha história é literalmente igual,mas ele ficou logo nos Cuidados Intensivos,porque no 1º dia precisou de ajuda para respirar,graças a Deus foi só no 1º dia e depois continuou lá porque não havia lugar nos Intermédios..nasceu com 1,800g e com 41cm,de 32semanas também..não há dor maior do que vir embora e deixar lá o nosso filho e eu 3 dias depois vim para casa e chorei o caminho todo porque tinha deixado lá parte de mim...todos os dias lá fui e os chateiei para eles o transferirem para Setúbal porque ele já não precisava de cuidados intensivos e era esgotante para mim ir de Setúbal todos os dias vê-lo e vir de rastos por deixá-lo..no dia 30 Dezembro lá veio para Setúbal e esteve aqui no hospital até dia 15 de Janeiro,mas sempre era diferente porque moro aqui ao lado do hospital..está em casa há 9 dias e não me canso de olhar para ele e de o agarrar e pegar e dar beijos e enfim...estou a recuperar os dias todos que não podia dormir ao lado dele e os dias que não lhe pude pegar..é o melhor que nós temos..Boa sorte e que o Santiago cresça saudável e feliz,é um menino lindo**

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. é a melhor sensação do mundo quando os temos finalmente em casa connosco. obrigado pela partilha. parabéns e muitas felicidades e sorte. :)

      Eliminar
  9. Tenho a sensação que a cara do Santiago me é familiar na UCI da Mac. Pergunte à Irina se se lembra da Sofia na Mac, uma grande prematura, 26 semanas?

    ResponderEliminar
  10. Tenho a sensação que o nome Santiago e a cara da Irina me são familiares da UCI da MAC! A Sofiazinha esteve internada de 11 de agosto a 20 de novembro de 2010 e acho que me cruzei com esta história! A Sofiazinha nasceu de 26 semanas!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. este mundo é mesmo pequeno. lembro-me bem Maria. :)

      Eliminar
  11. Olá Maria! Lembro-me muito bem da Sofiazinha, companheira do Santiago nesta aventura! Nunca me esqueci do aniversario dela :) já deve estar uma crescida! Beijinho grande

    ResponderEliminar
  12. tenho um filho agora com 1 ano e meio e correu tudo bem qd nasceu, mas este texto até a mim me custou ler. Não posso imaginar o quão difícil terá sido para vocês. Mas o que conta é o dia de hoje, e hoje tá tudo bem! :)

    ResponderEliminar
  13. Ola,
    Vim aqui ter pelo tão falado texto e gosto muito da forma como escreve, pura e transparente...
    Também sou mãe de um menino com 2 anos, a minha história nada tem a ver com a sua pois eu engravidei fácil e o parto tb correu bem.
    Confesso que o que mais me chamou a atenção foi: "Banhos já eram dados pela mãe (eu não dava porque adorava ver a felicidade e amor estampados no rosto da minha mulher ao lavar o filho num recepiente do tamanho de um tupperware)."...fooi muito lindo da sua parte, mostra que sabe amar e que tem a familia que ADORA.
    Muitas felicidades para os 3.
    Beijinhos da Ana Paula

    ResponderEliminar
  14. Não o conheço, mas só pelo que acabei de ler, já o acho um homem incrível! Tenho duas filhas, felizmente tudo correu muito bem, tive o meu marido sempre comigo, ele foi um companheiro, mas a sua atenção, carinho e amor é algo indescritível. Felizarda a mulher que tem ao seu lado um homem como você. Desejo-lhe as maiores felicidades e que a vida de amor que hoje tem continue a sorrir-lhe como você sorri de amor. Acredito que seja um marido e pai exemplar! Felicidades aos três!

    ResponderEliminar
  15. Parabéns pelo seu rapagão e que tudo continue a ser uma onda de felicidade na sua vida!

    Quanto à EMEL, pressinto que ainda vai ter um desgosto. É que a prescrição é ao fim de dois anos. E eu sei por experiência que eles não costumam perdoar!
    Boa sorte!

    ResponderEliminar